Saúde recebe representantes da OPAS para troca de experiências no combate à COVID-19

 

Ações de enfrentamento adotadas pelo município foram apresentadas durante encontro na Vigilância em Saúde

Representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Secretaria Estadual de Saúde estiveram hoje (02) nas dependências da Vigilância em Saúde para conhecer as estratégias adotadas pelo município no combate à pandemia do novo Coronavírus.

A visita integra uma série de reuniões a três cidades do Paraná para reconhecimento de ações de enfrentamento e troca de experiências. Além de Foz do Iguaçu, Curitiba e Paranaguá também estão no circuito.

No período da manhã, as apresentações abordaram as áreas de Vigilância Epidemiológica, Assistência e Laboratorial, assim como a Comunicação Social. No período da tarde, a equipe visitou unidades de saúde, de pronto atendimento e o Hospital Municipal Padre Germano Lauck.

Para a chefe da Vigilância em Saúde, Carmensita Gaievski, a vinda do grupo fortalece a relação entre o município e a OPAS, e auxilia na percepção do cenário em outras cidades. “Essa visita nos traz informações também sobre as práticas adotadas em outras cidades e nos dá oportunidade de fazer uma análise dos nossos serviços”.

A escolha pela cidade veio pelas características representativas como a fronteira e multiculturalidade, assim como o fluxo migratório histórico. “Há aqui na cidade um sistema forte de saúde, em comparação a outros municípios”, disse a coordenadora de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres do escritório da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Maria Almiron.

De acordo com ela, os momentos de pausa e análise de cada realidade auxiliam na tomada de decisão. “Hoje sabemos que há incremento de casos e enfrentá-lo será um desafio. Em outros municípios onde houve queda, as sequelas surgiram, obrigando a implantação de atendimentos dessa necessidade”, comentou.

As medidas precoces adotadas pelo município, como o uso de máscara e o rastreamento de contactantes foram elogiados pela coordenadora, que diante do quadro atual, fez um alerta sobre o relaxamento do isolamento. “Não há medicação ou vacina para prevenir, o que precisamos fazer é manter os cuidados básicos de higiene e distanciamento”.

Entre as convidadas na equipe estava a infectologista e coordenadora da UTI de Doenças Infecciosas do Hospital das Clínicas de São Paulo, Dra Ho Yeh Li. Para ela, os serviços de atenção básica representam parte importante nas ações de combate. “É surpreendente a quantidade de trabalho que a Atenção Básica consegue fazer, e isso é fundamental para conseguir avaliar a expansão da doença”.

De acordo com a infectologista, o principal desafio do município será realizar um planejamento capaz de deter a lotação de leitos de UTI. A missão termina no dia 4 de agosto, e conta como apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

A OPAS e o município de Foz do Iguaçu atuam juntas em outros projetos como a implantação da Sala de Situação em Saúde para cooperação técnica, na sistematização de dados e relatórios, indicadores para subsidiar a tomada de decisão da gestão.

 

 

 

Assessoria

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