Prefeito de Foz do Iguaçu destaca atuação da FNP pelas vacinas extras para cidades fronteiriças

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, destacou neste sábado, 14, a atuação da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) na remessa das vacinas extras contra a covid pelo Ministério da Saúde às cidades fronteiriças brasileiras. “Vencemos a primeira batalha. Recebemos as doses extras e ainda falta mais uma remessa para fechar 100% das pessoas vacinadas. Mas temos que continuar debatendo a política de saúde da fronteira para que as autoridades nacionais atentem mais para as cidades fronteiriças”, disse Chico Brasileiro, vice-presidente da FNP para as cidades de fronteira.

Foz do Iguaçu e mais três cidades paranaenses de fronteira – Barracão, Guaíra e Santo Antônio da Platina – já receberam dois lotes de doses extras de 67,3 mil vacinas de 90 mil previstas. No país, segundo o Ministério da Saúde, são 128 municípios que estão recebendo os imunizantes extras na fronteira brasileira com o Paraguai, Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guianas.

O Ministério da Saúde afirma que, além do Paraná, foram enviados imunizantes extras para o Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amapá, Amazonas, Roraima, Pará e Santa Catarina. No total, mais de 500 mil pessoas foram beneficiadas até o momento.

 

Cordão sanitário

O fundamental, afirma Chico Brasileiro, é continuar juntando forças com todos os prefeitos fronteiriços e se articulando em Brasília, para manter uma boa política de saúde na fronteira. “É isso que estou fazendo como vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, não só para Foz do Iguaçu, mas para todas as cidades da fronteira brasileira”.

“Quando lutamos através da FNP por vacinas extras, não lutamos somente por Foz do Iguaçu, foi pelas fronteiras do Brasil, porque esse é um problema que vivemos em Guaíra, Barracão, Santo Antônio do Sudoeste. A mesma situação ocorre nas cidades de fronteira no Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Todas enfrentam o mesmo problema, são 129 municípios”, completou.

O governo federal acerta, segundo Brasileiro, ao adotar como estratégia a criação de um cordão sanitário nos municípios de fronteira brasileira, o que contribui na redução dos casos, internações e ocupações de leitos de UTI nos hospitais, decorrentes das complicações ou de quadro graves da doença. “É um alívio aos gestores brasileiros que já estão enfrentando em como tratar as sequelas da covid”, disse.

 

Saúde na fronteira

Chico Brasileiro e os prefeitos da FNP vêm trabalhando pelas doses extras desde o início de 2001. “A proposta vem sendo debatida no âmbito da FNP desde o mês de fevereiro e, em seguida, após várias reuniões no Ministério da Saúde, em Brasília, com apoio dos governos estaduais, parlamentares e dos conselhos de secretários estaduais e municipais de saúde, chegamos a este entendimento”, disse.

Os prefeitos da FNP, aponta Chico Brasileiro, atentam ainda para os serviços públicos de saúde nas cidades de fronteira que atendem geralmente os moradores dos países fronteiriços ao Brasil. O caso de Foz do Iguaçu é emblemático. Com 260 mil moradores, o SUS (Sistema Único de Saúde) tem 420 mil usuários cadastrados.

Na retomada das cirurgias eletivas, a Secretaria Municipal de Saúde se desdobra em localizar as pessoas que estão na fila dos procedimentos. Uma parte delas, residente no Paraguai, usa endereço e telefone de famílias, amigos e parentes da cidade brasileira.

 

 

 

Assessoria

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