Projeto social motiva crianças e adolescentes de Foz à prática do bicicross

Foz do Iguaçu é uma das cidades do Estado com um dos melhores desempenhos no Bicicross, esporte que usa bicicletas especiais para corridas em pistas de terra. Grande parte do sucesso se deve a um projeto social, apoiado pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, que incentiva a prática da modalidade para crianças e adolescentes.

Desde o início dos trabalhos com o esporte, em 2018, o projeto Amigos já reúne seis campeões estaduais, quatro campeões sul brasileiros e sete campeões nos jogos de Aventura e Natureza.

No evento mais recente, a Copa Toledo de Bicicross, realizada no domingo (8), foram quatro novos campeões em diversas categorias: Enzo Jun Misugi, na categoria pré bike; Ana Laura Gonçalves, na girls 13/14 anos; Ana Gabriela Pereira, na girls 15/16 anos e Dorival Gustavo da Silva, na categoria boys 15/16; além de três segundos lugares, um terceiro lugar e quatro quintos lugares.

 

Mudanças por meio do esporte

A presidente do projeto, Fabiana Gonçalves, conta que a iniciativa começou em 2012, na região do Portal da Foz, com cursos de música, dança, educação e também outros esportes.

Em 2018, com recursos da Prefeitura de Foz do Iguaçu e da Itaipu Binacional, foi construída a pista de BMX, como é popularmente conhecido o bicicross, e a procura pelo esporte aumentou. Hoje são 45 alunos matriculados na escolinha e outras 200 crianças e adolescentes assistidas pelo projeto.

“É maravilhoso este trabalho e poder ver jovens que não tinham esperança em viver algo diferente, estarem praticando um esporte que financeiramente não poderiam praticar e ainda por cima indo muito bem nas provas”, diz Fabiana.

Para se dedicarem mais aos treinos alguns dos pilotos que representam o município e recebem o Bolsa Atleta, além de contarem com o auxílio da Prefeitura para o custeio de viagens, apoio na pista e competições locais.

“Os talentos existem aos montes, por isso precisamos de apoios e iniciativas que permitam com que esses jovens pratiquem o esporte e conquistem grandes feitos. Para termos o orgulho, precisamos também fazer a nossa parte e incentivá-los com o que for necessário”, destaca o secretário de Esporte e Lazer, Antonio Sapia.

 

Talento encontrado

Um dos talentos do Bicicross com muito potencial é Dorival Gustavo da Silva, mais conhecido no meio como Paracetamol. Aos 16 anos, ele já é vice-campeão paranaense e conheceu o esporte por meio do projeto, em 2017, e coleciona marcas positivas para a ainda curta carreira.

“Foi um amigo meu do colégio quem me convidou para o projeto e logo de cara eu gostei de andar na pista, mas ainda não conseguia subir as rampas. Fui tentando até que finalmente consegui, e logo depois disso já fui para a primeira corrida oficial, onde eu consegui me destacar e ficar em segundo lugar”.

O jovem reúne ótimas histórias de superação no esporte, como em uma das etapas do campeonato paranaense de 2020, quando mesmo lesionado foi campeão. “Fiquei três meses sem treinar por conta de uma lesão no ombro e voltei uma semana antes da prova. O meu treinador disse que o importante era dar o meu melhor e não focar apenas no título. Mesmo assim me esforcei e consegui ser o campeão da etapa”, contou orgulhoso.

A intenção é seguir carreira no esporte e passar por cada etapa até atingir o sonho máximo, que é representar o Brasil nos Jogos Olímpicos. O caminho já foi trilhado e a equipe vai tentar disputar o Campeonato Brasileiro e sonhar com o Sul-Americano e o Mundial.

“Eu queria muito ganhar nem que fosse só um troféu quando comecei, mas hoje, com todo esse apoio, sonho em conseguir mais. Se der tudo certo, um dia eu quero representar o Brasil e o projeto em Olimpíadas. É um esporte que eu já amo muito”.

 

Como fazer parte

O projeto está sempre disposto a receber novos integrantes. Basta apenas comparecer na sede, localizada na Rua Beija Flor, 254, Portal da Foz, com documentos de identificação e acompanhados de um responsável. Para se inscrever, é necessário apenas ter acima de três anos.

“Eles são muito guerreiros! Precisam apenas que alguém dê a oportunidade e fazemos isso aqui porque acreditamos que eles vão mudar a história da família, da comunidade e de onde vivem”, concluiu Fabiana.

 

 

 

 

Assessoria

 

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